Que Idioma Aprender?

Muita gente quer aprender um idioma novo para ter um currículo mais atraente. Esta motivação, embora legítima, não é suficiente para te manter motivado pelos lentos anos que levam à fluência.

E mesmo que hoje em dia seja comum aparecerem poliglotas no Youtube afirmando dominarem dezenas de línguas, o fato de saber se expressar em graus diferentes de proficiência em dezenas de línguas toma tempo demais se o objetivo for impressionar. A menos que seja sua profissão – ou você tenha um canal destes.

Aprender idiomas deveria ser uma atividade pra vida toda. Acabou um curso, começa outro. Simples assim.

Quando estudava francês, nunca imaginava ir pra França. Quando estudava japonês, não imaginava que, por coincidência, iria trabalhar com um sistema japonês. Nem que depois iria morar na China, onde o estudo prévio de japonês serviria como introdução à escrita do mandarim. (E a menos que você seja chinês, pode ficar tranquilo: mandarim não é a língua do futuro.)

Para um norueguês, os idiomas sueco e dinamarquês são bem mais fáceis. Como português é sua língua nativa, os idiomas latinos são naturalmente mais fáceis. Nunca estudei espanhol, e tenho uma proficiência maior que em japonês, que estudei por anos.

Então, que idioma escolher?

A menos que você tenha objetivos muito específicos, como um cônjuge estrangeiro ou uma oferta de vaga de trabalho em outro país, o critério número um deveria ser sempre o conteúdo disponível do idioma. Isto faz automaticamente alguns idiomas serem interessantes e outros muito pouco.

Inglês é a língua franca. Em qualquer lugar do mundo, as pessoas buscam se comunicar em inglês. Mesmo assim, você pode querer ter acesso ao conteúdo exclusivo (ou original) de um determinado país.

Pense na produção cultural, utilidade (para você), e facilidade. Estudar um idioma só pra acrescentar uma linha no currículo não vale a pena. Sem falar no que está implícito: cada idioma ganho é um a mais pra manter!

Voltei a estudar japonês, por ser o idioma que estudei que tenho menor proficiência e contato. Vou dividir com vocês, toda semana, o passo a passo de como aprender não apenas com mais eficiência, mas de forma que seja divertido o suficiente para manter a motivação em alta.

12 Comentários

    1. ZNP
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      A ideia é ter um artigo sobre idiomas toda semana! E muito obrigado pelas palavras gentis! 😉

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      1. Paulo
        ·

        Encontrei seu site por acaso das pesquisas na internet sobre flashcards pra uso em idiomas, e estou gostando do conteúdo sempre com muita clareza e objetividade.

        E como o Carlos falou, o design está realmente muito bonito, parabéns pelas boas escolhas de temas e do layout.

        Abraços,

        Paulo

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        1. ZNP
          ·

          Olá Paulo! Que idioma está aprendendo? Muito obrigado pelas palavras gentis!

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    1. ZNP
      ·

      Olá Hugo! Já na China, o mandarim não é essa unanimidade toda que dizem. Nem todo chinês fala mandarim. Este é um excelente tema para um artigo! Você tem interesse em mandarim?

      Abração!

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      1. ·

        Sei que o mandarim não é falado em toda a China, porém a forma escrita conecta e transpõe essas variantes de dialetos.

        Tenho interesse em línguas antigas em geral, mas de uma forma mais estrutural e comparativa, como formas de pensamento traduzindo uma realidade e como janelas no tempo.

        Fico triste quando leio sobre a extinção de línguas. Imagina o quanto se perde!? Leu sobre essa aqui? É no mínimo 50.000 anos mais antiga que a primeira civilização da qual se tem notícia…

        http://www.bbc.co.uk/portuguese/cultura/2010/02/100208_bo_language_india_mv.shtml

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        1. ZNP
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          Ihh, Hugo! Sob esse ponto de vista, complica mais! O tibetano e uigur (falado em Xinjiang) possuem escritas próprias, só pra citar dois grandes exemplos. As minorias étnicas são 55, e somadas, são menos de 1% da população. A maioria Han impõe o mandarim. O ensino do tibetano, por exemplo, só foi permitido nas escolas em 1985. São povos inteiros quase na situação da senhora Boa Sr (a personagem da história do seu link).

          O PCC (Partido Comunista da China) promove o aprendizado de outras línguas em grande velocidade, e os jovens chineses se interessam sobretudo pelo inglês, seja pelo turismo, comércio, ligações profissionais, etc. E entre inglês e mandarim…

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  1. godzilla
    ·

    Saudades de estudar japonês ~ depois que conquistar meus sonhos relacionado a concursos públicos, com certeza voltarei a estudar <3 O estudo de japonês fez de mim uma pessoa mais disciplinada.

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    1. ZNP
      ·

      Sem falar que o conteúdo do idioma é muito rico, né? Animes, mangás, doramas, filmes, literatura… tem muita coisa bacana em japonês… e só em japonês! Chega muita coisa boa aqui, mas imagine o que eles não têm guardado lá! 😀

      Estudou por quanto tempo, godzilla?

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      1. godzilla
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        Eu estudei quando fiz faculdade de letras – japonês. Fiz 1 ano e meio, saí do curso e parei de estudar essa língua incrível. Um dia voltarei 😉

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        1. ZNP
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          Caramba! Que inveja! O ministério da educação do Japão ainda dá bolsas de estudo a professores! Quem sabe você não vai morar lá por uns tempos depois de voltar? De qualquer forma, duvido que seu estudo tenha se perdido! Quem sabe não escreve a versão tropical de Genji Monogatari? 😀

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